15.3.07

todo mundo fala nos blogs dos seus proprios objetos de desejo, vou falar do meu atual objeto de desejo também... (e me desculpo por isto)

sabe aquelas vitrolas que vinham dentro de uma mala? É tipo uma lancheirona gigante, mas ao invés de lanchinho e suquinho, dentro tem uma vitrola(!), uma linda e útil vitrola. Sem mencionar a praticidade - ela é portátil! uma vitrola portátil!
a malinha pode ser colorida, azul, vermelha, amarela... não importa a cor, importa o recheio.

quero uma...

14.3.07

amor de mãe, que me ensinou

Milton Nascimento - Mistérios
Joyce E Maurício Maestro
Um fogo queimou dentro de mim
Que não tem mais jeito de se apagar
Nem mesmo com toda água do mar
Preciso aprender os mistérios do fogo pra te incendiar
Um rio passou dentro de mim
Que eu não tive jeito de atravessar
Preciso um navio pra me levar
Preciso aprender os mistérios do rio pra te navegar
Vida breve, natureza
Quem mandou, coração?
Um vento bateu dentro de mim
Que eu não tive jeito de segurar
A vida passou pra me carregar
Preciso aprender os mistérios do mundo pra te ensinar
quarta feira, chuva.

cheiro bom este de carinho...

13.3.07

esquecimento

na parte das torturas eu esqueci de mencionar a espera em filas intermináveis...

7.3.07

dar nome aos bois...

A necessidade de nomear as coisas têm me tirado horas de expediente (se eu dissesse horas de sono estaria mentindo... ). Tudo por um sonho que uma amiga contou, no qual ela estava descontente com o nome dado pelo pai de uma filha sua à neném; e, em sonho, quando olhou a cara da criança e descobriu seu nome sentiu uma satisfação plena, sentiu-se realizada... Depois dela me contar isto, ainda estudei pra uma prova, tentando entender o processo de conceituação de alguns termos importantes para a geografia: ciência, geografia, paisagem, lugar... nisto sempre martelando a idéia de que cunhar uma nome para algo é dominar aquilo.
Penso nas milhares de moças e moços que desde a adolescência precoce sabe já imagina o nome de seus futuros filhos, e quantas pessoas não foram nomeadas assim... Volto aos velhas aulas de português do colegial em que tentava entender o que seria um substantivo abstrato, pensando ainda em significado/signo/significante (será que era isto mesmo?).
Vira e mexe, encontro termos de agradabilíssima leitura no dicionário (!!!)

2.3.07

Hello and smiles, dear...

Eu recebo uns vírus estranhos no meu email, já estou me aconstumando, mas este que recebi hoje achei cruel demais, tanto com as mulheres peloo "perfil" de sexo frágil que é esboçado para atrair vítimas do sexo masculino e mulheres curiosas, quanto com suas vítimas - oferece ilusões, esperanças e ferra com a pessoa... Muito cruel. Compilei aqui, mas apaguei o link por segurança.


Hi, Otto

You have got this letter from a woman who desires to find a second
half. It's me! I am confident and attractive, kind and joyful. Life
here is not the best!
I try to success in my job but it's impossible. It's hard to gain
success in anything here for a young woman. Men here are also not the
best in the world. I had bad experience in the past and I am not going
to repeat it!
What are you looking for in your life? Are you looking for a soulmate?
If yes, why not write me?

Looking forward to hear from you soon
Nastya

26.2.07

Andei mexendo nas coisas do meu pai (por que ele pediu) e peguei emprestadas duas poesias sobre um só tema:

Que importância tem as palavras
Se já tomei tanto sim pela frente
Que com o tempo era só não
O que tem de diferente
Um muito obrigado
Um com licença
um palavrão
conferir nos olhos
No gesto, documento, ação
Palavras de verdade
Também são de mentiras
Arma na mão de quem saca para matar
E atira.
______________________________

Vi nos seus olhos
a mesma triste aparente calma
do militar
Afrontado então pela palavra
bate a mão na arma -
... para pensar
Sei que tudo pode ser
extremamente simples
na forja mais rápida e complicada.

14.2.07

a noite
me pinga uma estrela nos olhos
e passa

(paulo leminki)

12.2.07


2.2.07

Semaninha ruim que tá acabando, ufa!

Pudera, escreveria em lágrimas
entrelaçaria os fios de angústia
escorrendo a face
nos secos rastros,
me sulcando a pele,
desvirando os nós em rococó
Tiraria das tristezas meu enfeite
e neste raso poço nasceriam flores
as raízes encharcadas pelos meus sete mil amores